AS RIQUEZAS DA SERRA DO PARÁ
 

AS FURNAS DA SERRA DO PARÁ

Localizada na face norte da Serra do Pará, a furna é formada pela superposição de grandes blocos graníticos. Sua forma interna assemelha-se a uma cruz com aberturas voltadas para o norte, o leste e o sul, com uma extensão de aproximadamente 50m, distribuídos em seus braços, e altura variando de 2 aos 5m. No seu interior encontram-se dispostos de forma aleatória, vários blocos rochosos, sendo possível percorrer toda sua extensão com boa visibilidade. Em sua abertura voltada para o norte, avista-se uma extensa superfície aplainada, aparecendo ainda alguns inselbergs. Seu entorno é dominado pela caatinga arbustiva, cactáceas e arvoredos espaçados, além de pequenos trechos com ocorrência de bromélias. Encontram-se em bom estado de preservação e limpeza.

Algumas fotos das furnas:

     
     
     
 
 
 
 
 

 

SÍTIO ARQUEOLÓGICO DA PEDRA DO PARÁ

Na encosta norte da Serra do Pará, encontra-se um riquíssimo Sítio Arqueológico com mais de 150 pinturas rupestres, dispostas em uma superfície lisa, semi-circundando a pedra. São grafismos de coloração  avermelhada que representam a cultura pictórica dos povos primitivos. As inscrições estão dispostas em vários níveis de altura e têm as mesmas formas. Seu acesso dá-se através de uma trilha de aproximadamente 300m de subida. A vegetação que lhe entorna é rasteira com alguns arbustos. Encontra-se em bom estado de preservação e limpeza.

Algumas fotos :

 

SÍTIO ARQUEOLÓGICO DO SÍTIO MOREIRA

Localizado a aproximadamente 5Km a oeste da Pedra do Pará, situado em um abrigo natural na encosta norte de Serra do Pará, suas inscrições estão dispostas na superfície de fundo de abrigo. São poucos grafismos de tonalidade ocre avermelhada, que encontram-se em regular estado de preservação e limpeza, devido a população local aproveitar o abrigo como curral de animais. Seu entorno é dominado por caatinga arbustiva, de cactáceas e bromélias espaçadas.

Algumas fotos:

 

ÁGUIA CHILENA
 
 
Ave que se encontra ameaçada de extinção devido à destruição e redução do habitat, bem como pela perseguição humana. Considerada uma espécie rara da fauna brasileira e na Categoria Ameaçada - Criticamente em Perigo, a Águia-Chilena utiliza as formações rochosas da Serra do Pará como berçario de sua reprodução.

          

Águia Chilena: Geranoetus Melanoleucus Melanoleucos;

Canto da Águia Chilena - Escute aqui: Aguia-Chilena.mp3

Família:
Accipitridae

Nome Científico:
Geranoaetus melanoleucus melanoleucus

Habitat:
Vive nas montanhas e nos campos. No Brasil pode ser encontrado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, nordeste da Bahia, Maranhão, Piauí indo até o Rio Grande do Norte.

Alimentação:
Alimenta-se de pássaros como de joão-de-barro e andorinhões, animais de pequeno e médio porte, incluindo roedores elebres.Pode também comer carniça ocasionalmente.

Hábitos:
Atinge 68cm de comprimento. É um gavião grande com quase dois metros de envergadura, possuindo asas compridas e largas e cauda curta. Pode ser observado sobrevoando regiões montanhosas e campestres. Constrói seu ninho em escarpas rochosas com galhos secos, com uma postura de 2 a 3 ovos.

Algumas fotos:

   
   
   
   
   
   

 

FLORA DA SERRA

A Serra tem seu entorno dominado pela caatinga arbustiva, cactáceas e arvoredos espaçados, além de pequenos trechos com ocorrência de bromélias e algumas palmáceas. Apesar do aspecto seco da maioria das plantas da caatinga, todas estão vivas; apenas perderam as folhas para suportar a falta de água. Mesmo durante a seca, a vida animal também é rica e diversificada. Contudo, é após as chuvas que a diversidade animal e vegetal das caatingas se torna evidente. As plantas florescem e os animais se reproduzem, deixando descendentes que já possuem adaptações para suportar o longo período de seca seguinte.
Acácia Angico Angico
Baraúna Bromélias Caibeira
Catingueira Coroa-de-Cristo Coroa-de-Frade
Faxeiro Imburana Jurema Branca - unha de gato
Maniçoba Marmeleiro Palminha de espinho
Pereiro Pião-bravo Quixabeira
Urtiga Xique-xique Barriguda

 

JAGUATIRICA

Mamíferos - Jaguatirica - Leopardus pardalis

Classe: Mammalia; ordem: Carnivora; família: Felidae; gênero: Leopardus

Outra espécie animal ameaçada de extinção, a jaguatirica, que era encontrada em todo o Brasil, também ocorre na região da Serra do Pará. Conhecida como onça de bode, seus habitats compreendem as florestas tropicais, a Caatinga, os Cerrados e o Pantanal. São os maiores gatos-do-mato do Brasil. Assim como a onça, o peso e o tamanho variam conforme o habitat, e o tipo e a quantidade de alimento disponível.Alimentam-se de pequenos mamíferos como filhotes de veados, pacas, cutias, preás, e pequenas aves. Na carência destes, também preda lagartos, pequenas serpentes, rãs e peixes. Esta dieta flexível é uma característica da jaguatirica. Caçam à noite e durante o dia, costumam dormir em ocos de árvores e grutas.Outra particularidade observada foi a adaptação deste felino a ambientes degradados, inclusive bem próximos às cidades, onde pode alimentar-se de carniça.Cada gestação pode variar de 70 a 85 dias (IUCN, 1996) e geralmente nasce apenas um filhote. Seu desmame ocorre entre 8 e 10 semanas e o crescimento é lento. O perigo de extinção da jaguatirica se deve ao alto valor comercial de sua pele bem como à captura e venda ilegal. O mercado negro era (e ainda é) alimentado pelo costume adotado em muitos países de transformá-la em animal exótico de estimação. Por seu pequeno porte e pela sua beleza, os pequenos zoológicos (principalmente os clandestinos) encontravam menor dificuldade em mantê-las em cativeiro. Em áreas onde seu habitat natural sofreu a pressão do homem, extingüidas suas presas naturais, passavam a atacar animais domésticos. Para defender suas criações, fazendeiros promoviam a caça indiscriminada ao animal.No Brasil, sua caça é proibida, apesar do tráfico persistir, principalmente no Nordeste.

Ficha

Comprimento - Até 85 cm (cabeça-corpo); comprimento da cauda: até 45
Altura - 40 cm
Peso - Média de 15 kg
Gestação- 70 dias
Número de filhotes - De 1 a 3
Longevidade - 20 anos
Hábito Alimentar - carnívoro; noturno
Alimentação - Pequenos mamíferos, roedores, aves.

Nas fotos acima, couro de onça morta por caçador na Serra do Pará.

 

 

Coruja Branca

 

Aranha Caranguejeira

 

Cobra Cascavel capturada na Serra por pesquisador

 

 

O material aqui disponibilizado tem como objetivo divulgar toda e qualquer forma de vida existente na Serra do Pará, os exemplares acima divulgados são apenas uma pequena parte das riquezas ali existentes e fruto do trabalho de pesquisa ora em adamento naquela unidade, portanto, os exemplares acima dispostos sofrerão constantes atualizações e incorporação de novos dados, além de acrescimos de novas espécies.